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Dados do Trabalho


Título

Adesão ao tratamento anti-hipertensivo em idosos de Alfenas, MG

Fundamentação/Introdução

A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) atinge cerca de 30 milhões de brasileiros e em torno de metade deles não tem conhecimento sobre sua condição devido ao caráter predominantemente assintomático da doença. A principal dificuldade no atendimento de hipertensos é a baixa adesão ao tratamento. Cerca de 40% dos hipertensos conhecidos não fazem nenhum tratamento e dentre os que fazem, dois terços não atingem as metas de controle pressórico. No Brasil, a adesão ao tratamento de HAS varia entre 23% a 62%.

Objetivos

Traçar o perfil epidemiológico dos idosos hipertensos de Alfenas e, com isso, chamar a atenção do clínico para que verifique se os seus pacientes apresentam boa aderência ao tratamento proposto, reduzindo o risco de eventos cardiovasculares.

Delineamento/Métodos

Estudo exploratório, descritivo, do tipo inquérito. Coleta de dados realizada por meio de questionários, cálculo do IMC e medição da CA. Foram entrevistados 156 pacientes cadastrados nas UBS da cidade. Foi feita descrição frequentista por meio da análise tabular e gráfica. Procedeu-se ainda o cálculo da Razão de Prevalência entre as variáveis discriminadas.

Resultados

Somente 31% dos indivíduos apresentaram IMC adequado. A taxa de sobrepeso foi de 39%, 28% de obesos e 2% em baixo peso. Observou-se que os mais idosos são mais propensos a ter IMC alterado. Quanto à CA, 57% foram classificados como inadequados, e houve maior adequação à CA nas mulheres. O hábito alimentar dos entrevistados foi classificado como “aceitável” em 49% dos casos, “adequado” em 44%, “inadequado” em 1% e “totalmente adequado” em 6% dos indivíduos. A taxa de adesão ao tratamento foi de 53,2%, e ela foi maior em indivíduos que praticam atividade física.

Conclusões/Considerações finais

Os resultados comprovam que a aderência ao tratamento está ligada diretamente aos hábitos de vida e ao nível de escolaridade. Pessoas com maior acesso às informações tendem a ter mais consciência de que, apesar de ser uma doença assintomática, a HAS exige uma utilização adequada e rigorosa da medicação e que uma vida saudável auxilia no controle da PA e diminui as complicações a longo prazo. Cabe às equipes de saúde, principalmente do setor público, o desafio de promover estratégias de educação e monitorização se seus pacientes, que visem o aumento da aderência ao tratamento anti-hipertensivo e a melhora da qualidade de vida dos pacientes.

Palavras Chaves

Idoso, Hipertensão, Adesão ao Tratamento

Área

Clínica Médica

Instituições

Universidade José do Rosário Vellano - Câmpus Alfenas - Minas Gerais - Brasil

Autores

Rafael Pereira Marinho, Letícia Albano Hipólito Da Silva, Miriam Monteiro Castro Graciano, Samanta Vieira Ferreira, Morena Souza Maia


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