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Dados do Trabalho


Título

Acidente vascular encefálico em paciente jovem com trombofilia adquirida, apesar do uso de rivaroxabana

Fundamentação/Introdução

Introdução: Rivaroxabana tem comprovada efetividade para o tratamento e prevenção secundária do tromboembolismo venoso e em pacientes com fibrilação atrial, mas ainda faltam pesquisas quanto ao seu uso em pacientes com síndrome antifosfolipídica ou outras trombofilias adquiridas.

Objetivos

Objetivos: Relatar falha terapêutica do tratamento de trombofilia adquirida com rivaroxabana.

Delineamento/Métodos

D.C.V.R, sexo feminino, 33 anos, há 2 meses iniciou edema e dor em membro superior direito. Diagnosticada na ocasião com trombose venosa profunda em ultrassom doppler venoso, iniciou tratamento com rivaroxabana 15mg ao dia, apresentando melhora dos sintomas. Há 20 dias da admissão iniciou dispneia aos esforços, edema de membros inferiores, ascite e ortopneia, sendo encaminhada e internada neste serviço para tratamento de possível insuficiência cardíaca congestiva (ICC) e investigação. Iniciado tratamento para ICC, com melhora dos sintomas. Recebeu alta hospitalar, assintomática, mantendo uso de rivaroxabana 15mg para investigação ambulatorial. Retornou 1 mês da alta apresentando hemiplegia a direita e disartria, sendo confirmado, em Tomografia Computadorizada de Crânio, acidente vascular encefálico isquêmico extenso em território de artéria cerebral media esquerda.

Resultados

Discussão: A síndrome antifosfolipídica (SAF) é o tipo mais frequente de trombofilia adquirida, definida pela ocorrência de eventos venosos ou arteriais trombóticos recorrentes na presença de anticorpos antifosfolípides positivos. A varfarina e outros antagonistas da vitamina K são o padrão de cuidados para a prevenção secundária do tromboembolismo venoso nesses pacientes. Considerando a aprovação de novos anticoagulantes orais (NOAC), dabigatrano e rivaroxabana, para fibrilação atrial não valvular e tromboembolismo venoso, muito tem sido discutido seu uso no contexto da SAF. Embora a NOAC aparentemente fosse uma alternativa de tratamento atraente para pacientes com SAF, os relatórios de sua eficácia são controversos. A experiência com o NOAC em SAF é limitada, pois apenas algumas séries de casos com um número limitado de pacientes foram relatadas. Existe um grupo específico de alto risco para eventos trombóticos arteriais: aqueles com manifestações arteriais anteriores e / ou com positividade tripla, os quais aparentam não estar protegidos por NOACs.

Conclusões/Considerações finais

Conclusão: Até a publicação de mais estudos com relação ao uso de rivaroxabana nos pacientes com trombofilias adquiridas, a varfarina permanece como a opção;

Palavras Chaves

Rivaroxabana; Trombofilia adquirida; síndrome antifosfolipídica;

Área

Clínica Médica

Instituições

Hospital Regional de Mato Grosso do Sul - Mato Grosso do Sul - Brasil

Autores

Ricardo Eberhart Ribeiro da Silva, Suzane Eberhart Ribeiro da Silva, Alex Magno Coelho Horimoto


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