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Dados do Trabalho


Título

Artéria coronária única como achado angiográfico em síndrome coronariana aguda

Fundamentação/Introdução

Artéria coronária única (ACU) é definida como uma artéria coronária isolada, que origina-se através de um óstio único da raiz da aorta sem evidências de um segundo, sendo responsável pela irrigação de todo coração, independente da sua distribuição. É uma alteração congênita rara, com incidência de 0,2 a 1,3% quando associada a outras anomalias e de apenas 0,024% como anomalia isolada

Objetivos

Relatar caso clínico raro de ACU com artéria coronária direita originando-se da descendente anterior.

Delineamento/Métodos

Estudo descritivo por análise de prontuário e exames complementares.

Resultados

Homem, 61 anos, foi submetido a cineangiocoronariografia durante episódio de Síndrome Coronariana Aguda em que detectou-se: óstio único originado do seio coronário esquerdo, bifurcando-se nas artérias Descendente Anterior (DA) e Circunflexa (Cx). Coronária direita (CD) originando-se a partir do terço médio da DA sem obstruções significativas. Artéria CX originando Ramo marginal bifurcado com lesão sub-oclusiva, abordada através angioplastia "ad-hoc" Provisional Stent. Ecocardiograma sem alterações segmentares, função preservada e válvulas normais. Angiotomografia (AngioTC) de coronárias: Tronco único que origina-se do seio coronário esquerdo. DA origina CD e cruza o ápice do ventrículo esquerdo. CD: origem a partir do terço médio da DA, trajeto benigno, anterior à artéria pulmonar. Ramo marginal calibroso, presença de stent no segmento médio, sem reestenose.

Conclusões/Considerações finais

Anomalias das artérias coronárias são encontrados em 0,6% a 5,6% dos pacientes submetidos a angiografia coronariana. A origem separada da DA e Cx é a mais comum (0,41%), seguida pela Cx originada a partir da CD. ACU com CD originando-se da DA é uma variação extremamente rara, com cerca de 30 casos relatados na literatura. A classificação se dá pela origem e o trajeto da coronária. De acordo com a classificação de Lipton,CD originada da porção proximal da DA corresponderia ao tipo L-II. Não há, atualmente, um subgrupo para variantes derivadas da parte média da DA. Por essa razão, o número real de casos de CD originada a partir do terço médio da DA pode ser sub-relatada.Geralmente é uma anomalia benigna, assintomática, sendo a AngioTC e Ressonância Nuclear Magnética os exames de escolha para diagnóstico e classificação. A terapêutica ainda possui divergências e é escasso o número de evidências sólidas.A conduta em ACU sem isquemia tende a ser conservadora. Quando demonstrada isquemia nos casos de trajeto interarterial, revascularização cirúrgica está indicado.

Palavras Chaves

Área

Clínica Médica

Instituições

Hospital Maternidade São José - Espirito Santo - Brasil, Unicor - Unidade do Coração do Espirito Santo - Espirito Santo - Brasil

Autores

Sérgio Rodrigues Maranha, Lara Louzada, Julia Assis Pires, Rodrigo Pinho de Araújo Soares


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