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Dados do Trabalho


Título

Abscesso hepático como causa de febre em militar servindo no Pará

Fundamentação/Introdução

Abscessos hepáticos são o tipo mais comum de abcesso visceral, podendo ser piogênicos ou amebianos. Os abscessos piogênicos são secundários à peritonite por extravasamento do conteúdo intestinal, ao passo que os abscessos amebianos ocorrem por ascensão da infecção intestinal através do sistema venoso portal.

Objetivos

Relatar o caso de um abscesso hepático amebiano em um militar servindo no Pará.

Delineamento/Métodos

Homem, 38 anos, militar, servindo em Altamira no Pará há aproximadamente 1 ano. Paciente relatava quadro de febre diária (39o graus), mialgia e dor abdominal difusa com início nove dias prévios à admissão hospitalar. Realizou investigação na cidade de origem e começou tratamento para infecção urinária com ciprofloxacino. Devido à não melhora dos sintomas procurou o nosso serviço para prosseguimento da investigação diagnóstica. Nos exames laboratoriais de admissão apresentava expressivo aumento nas enzimas canaliculares, gama-gt e fosfatase alcalina, sem aumento significativo das transaminases ou declínio nos marcadores de função hepática. Foi solicitado então US de abdome superior, que evidenciou um abscesso hepático em segmento VII, drenado em seguida. À drenagem podia-se observar líquido com coloração amarronzada, sem bactérias coráveis ou trofozoítas na lâmina, posteriormente, a cultura da secreção não apresentou crescimento bacteriano, sugerindo o diagnóstico de abscesso hepático amebiano. O paciente então recebeu antibioticoterapia com metronidazol e ceftriaxona, evoluindo com melhora completa dos sintomas.

Resultados

A maioria dos casos de amebíase são assintomáticas, sendo a manifestação extra-intestinal mais comum a formação de abscessos hepáticos. Pacientes com abscesso hepático amebiano geralmente apresentam história epidemiológica relevante, dor no quadrante superior direito e febre. Ao aspirado do abscesso tipicamente observa-se uma secreção amarronzada, com aspecto em “pasta de anchova”. No aspirado, trofozoítas são vistos em menos de 20% das vezes. Em contraste, no abscesso hepático piogênico podem ser visualizadas muitas bactérias pela coloração de Gram, tipicamente com crescimento à cultura. O metronidazol é o tratamento de escolha, com taxas de cura acima de 90%.

Conclusões/Considerações finais

O diagnóstico de abscesso hepático amebiano é incomum em áreas desenvolvidas, sendo mais frequentemente observado em pacientes que se deslocam para áreas endêmicas, devido aos sintomas inicias serem inespecíficos seu diagnóstico pode representar um desafio.

Palavras Chaves

Área

Clínica Médica

Instituições

Hospital Santa Isabel - Santa Catarina - Brasil

Autores

Mauricio Felippi Sa Marchi, Eduarda Raquel Przygoda Alves, Helena Valle Pezzini, Rodrigo Duarte Perez, Graziela Peluso Alba


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