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Dados do Trabalho


Título

Abscesso Hepático: Um relato de caso na amazônia setentrional

Fundamentação/Introdução

O Abscesso hepático é uma forma de infecção relevante do fígado, rara na população geral é e está estimada em 2,3 a 20 casos em cada 100 mil habitantes. Em sua maioria são piogênicos e representam uma complicação de infecção bacteriana originada em outro ponto. Tem maior prevalência na população adulta e no gênero masculino. Predomina em países em desenvolvimento e, geralmente, os pacientes possuem infecção parasitária (bactérias, protozoários e helmintos). Os principais fatores de risco em adultos são transplante hepático, patologias malignas e benignas de vias biliares, neoplasias e diabetes melito.

Objetivos

Este estudo visa relatar o caso de uma paciente com abscesso hepático e ratificar a importância do diagnóstico acurado dessa patologia.

Delineamento/Métodos

O presente estudo trata-se de um relato de caso da paciente: S.S. 60 anos, sexo feminino, parda, agricultora, procurou o emergência médica em hospital local queixando-se de febre com calafrios. Paciente relata que há 8 semanas evoluiu com anorexia e astenia, progredindo com febre, calafrios e dor abdominal o que a fez procurar serviço de saúde onde foi diagnosticada com suspeita de quadro viral e tratada com sintomáticos sem melhora do quadro.

Resultados

No dia 22/09 paciente evoluiu com piora do quadro, foi realizada USG abdominal evidenciando abscesso hepático localizado em lobo direito medindo 7,1x5,8 cm, foi introduzida antibioticoterapia com ciprofloxacino e metronidazol. Evoluindo com melhora clínica. Coleta devidamente autorizada pelo paciente através de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Conclusões/Considerações finais

O caso relatado envolve uma patologia pouco usual na literatura, mas de extrema morbimortalidade, sobretudo na amazônia. O quadro clínico do abscesso hepático é representado por febre em aproximadamente 89% dos casos, dor abdominal em 55 a 72% e calafrios em 49 a 69% dos pacientes. Sintomas inespecíficos como náuseas, vômitos, anorexia e perda de peso usualmente estão presentes. Ao exame físico, os sinais mais frequentes são dor à palpação do hipocôndrio direito (55%), icterícia (50%) e hepatomegalia (35%) o que corrobora com o caso em questão. Para o tratamento a antibioticoterapia que cubra anaeróbicos e bactérias gram negativas e a drenagem percutânea é atualmente a terapêutica central para essa patologia.

Palavras Chaves

Fígado; Abscesso; Abscesso hepático; ictericia; hepatomegalia; febre de origem obscura; FOO

Área

Clínica Médica

Instituições

Autores

Fernando Cardoso Oliveira, Fabricio Gomes Martins, Hermano Glauber Branquinho, Rodrigo Marques Carneiro, Tiago Guimaraes Grana


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